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Sistema de emissões

Euro 5 e Euro 6:
quando o ARLA para o caminhão.

Falha no sistema de pós-tratamento é hoje o que mais tira caminhão da estrada. O veículo entra em potência reduzida no meio da viagem e não sai de lá sozinho. A gente diagnostica e repara o sistema para o caminhão voltar a render.

Os sintomas

Como a falha aparece
para o motorista.

Quase sempre o sistema avisa antes de bloquear. Quem conhece o sinal chega na oficina andando, em vez de esperar guincho no acostamento.

01

Luz de avaria acesa

Lâmpada de emissões ou de ARLA no painel, muitas vezes junto com aviso de nível. Nessa fase o caminhão ainda anda normal, e é a hora mais barata de resolver.

02

Contagem regressiva

O painel passa a mostrar um aviso de quantos quilômetros ou horas faltam até o bloqueio. É o último recado antes do veículo perder força.

03

Modo de emergência

Potência reduzida e rotação limitada. O caminhão anda, mas não puxa carga nem sobe serra. Em falha grave o modo passa a ser permanente e não sai nem desligando o veículo.

Como funciona

O caminho do gás,
do motor ao escapamento.

No Euro 5 e no Euro 6 o gás não sai direto pelo cano. Ele passa por uma linha de tratamento que queima o que sobrou de combustível, retém a fuligem e transforma o NOx em nitrogênio e água.

Diagrama do sistema de pós-tratamento Euro 5 e Euro 6, do motor até o escapamento, com válvula EGR, DOC, DPF, SCR, tanque e dosador de ARLA 32

EGR

Recircula parte do gás de volta para a admissão e baixa a temperatura da queima, o que já reduz a formação de NOx dentro do motor.

DOC

Catalisador de oxidação diesel. Queima o combustível não aproveitado e o monóxido de carbono que saíram do motor.

DPF

Filtro de partículas. Segura a fuligem do escapamento e precisa queimar esse acúmulo de tempos em tempos, na regeneração.

SCR

Redução catalítica seletiva. É onde o ARLA 32 entra e o NOx vira nitrogênio e água. É também a parte que mais dá problema.

Diagrama do ciclo do ARLA 32: tanque, bomba reguladora, módulo de controle e dosador injetando na câmara catalítica do SCR
O papel do ARLA 32

Não é aditivo.
É reagente.

Muito motorista trata o ARLA como se fosse um aditivo de combustível, e não é. Ele nem chega perto do motor. O ARLA 32 fica num tanque separado e é injetado no escapamento, depois da queima, dentro da câmara catalítica do SCR.

Lá dentro ele vira amônia e reage com o NOx, que sai transformado em nitrogênio e água, dentro do limite que a norma exige. Por isso a qualidade do produto importa tanto: o ARLA não é combustível, é o reagente da reação química, e ARLA ruim estraga a reação e o equipamento.

  • Tanque, bomba reguladora e dosador formam um circuito de precisão, com pressão controlada por módulo.
  • Sensores de NOx antes e depois do catalisador conferem se a reação está mesmo acontecendo.
  • Se a conta não fecha, a central entende que o sistema foi burlado e bloqueia o torque.
O que estraga o SCR

Quatro descuidos que
derrubam o sistema.

Boa parte das falhas que chegam na nossa bancada não começou com defeito de peça. Começou com um cuidado que faltou no pátio.

01

ARLA contaminado ou vencido

Produto velho, misturado, de origem duvidosa ou guardado em galão reutilizado. O resultado é cristalização dentro do circuito, que trava a bomba e danifica o injetor dosador.

02

Água no lugar de ARLA

A tentativa de economizar completando o tanque com água causa falha grave. Os sensores de NOx percebem que a reação não aconteceu e o veículo vai para modo de emergência permanente.

03

Diesel no tanque de ARLA

Erro de bico na hora de abastecer. Uma única gota de diesel é suficiente para destruir a bomba do ARLA e contaminar toda a linha até o dosador.

04

Vazamento e cristalização

Conexão solta, mangueira mal montada ou falha no aquecimento do circuito no frio. O ARLA cristaliza no dosador e a falha do SCR passa a ser permanente.

Prevenção

O que fazer para
não chegar nesse ponto.

  • Inspecione o circuito. Tampa, respiro, mangueiras, conexões rápidas e sinal de cristalização branca por fora do sistema.
  • Cuide do abastecimento. Nada de galão sujo ou reutilizado, e atenção para não entrar poeira, água ou diesel no tanque.
  • Faça leitura periódica. Pressão do circuito, sensores de NOx e eficiência do SCR mostram a falha se formando antes de ela travar o veículo.
  • Atenção em parada longa. Deixe o sistema fazer a purga corretamente e confira o aquecimento do circuito antes do frio.
Técnico da Check com scanner de diagnóstico conectado dentro da cabine do caminhão
Como a Check resolve

Diagnóstico antes
de trocar peça.

Sistema de emissões é caro de errar. Trocar sensor de NOx ou catalisador no chute custa muito dinheiro e muitas vezes não resolve, porque a origem estava na qualidade do ARLA, numa cristalização ou num vazamento pequeno.

A gente lê a central com o scanner da própria montadora, acompanha os parâmetros do circuito em tempo real e confere sensor por sensor até achar a origem. Você recebe a explicação do que está acontecendo antes de autorizar qualquer serviço.

Caminhão parado não espera

Está em modo de emergência agora?

Manda o modelo do caminhão e o que apareceu no painel. A gente já adianta muita coisa por lá.