Luz de avaria acesa
Lâmpada de emissões ou de ARLA no painel, muitas vezes junto com aviso de nível. Nessa fase o caminhão ainda anda normal, e é a hora mais barata de resolver.
Falha no sistema de pós-tratamento é hoje o que mais tira caminhão da estrada. O veículo entra em potência reduzida no meio da viagem e não sai de lá sozinho. A gente diagnostica e repara o sistema para o caminhão voltar a render.
Quase sempre o sistema avisa antes de bloquear. Quem conhece o sinal chega na oficina andando, em vez de esperar guincho no acostamento.
Lâmpada de emissões ou de ARLA no painel, muitas vezes junto com aviso de nível. Nessa fase o caminhão ainda anda normal, e é a hora mais barata de resolver.
O painel passa a mostrar um aviso de quantos quilômetros ou horas faltam até o bloqueio. É o último recado antes do veículo perder força.
Potência reduzida e rotação limitada. O caminhão anda, mas não puxa carga nem sobe serra. Em falha grave o modo passa a ser permanente e não sai nem desligando o veículo.
No Euro 5 e no Euro 6 o gás não sai direto pelo cano. Ele passa por uma linha de tratamento que queima o que sobrou de combustível, retém a fuligem e transforma o NOx em nitrogênio e água.
Recircula parte do gás de volta para a admissão e baixa a temperatura da queima, o que já reduz a formação de NOx dentro do motor.
Catalisador de oxidação diesel. Queima o combustível não aproveitado e o monóxido de carbono que saíram do motor.
Filtro de partículas. Segura a fuligem do escapamento e precisa queimar esse acúmulo de tempos em tempos, na regeneração.
Redução catalítica seletiva. É onde o ARLA 32 entra e o NOx vira nitrogênio e água. É também a parte que mais dá problema.
Muito motorista trata o ARLA como se fosse um aditivo de combustível, e não é. Ele nem chega perto do motor. O ARLA 32 fica num tanque separado e é injetado no escapamento, depois da queima, dentro da câmara catalítica do SCR.
Lá dentro ele vira amônia e reage com o NOx, que sai transformado em nitrogênio e água, dentro do limite que a norma exige. Por isso a qualidade do produto importa tanto: o ARLA não é combustível, é o reagente da reação química, e ARLA ruim estraga a reação e o equipamento.
Boa parte das falhas que chegam na nossa bancada não começou com defeito de peça. Começou com um cuidado que faltou no pátio.
Produto velho, misturado, de origem duvidosa ou guardado em galão reutilizado. O resultado é cristalização dentro do circuito, que trava a bomba e danifica o injetor dosador.
A tentativa de economizar completando o tanque com água causa falha grave. Os sensores de NOx percebem que a reação não aconteceu e o veículo vai para modo de emergência permanente.
Erro de bico na hora de abastecer. Uma única gota de diesel é suficiente para destruir a bomba do ARLA e contaminar toda a linha até o dosador.
Conexão solta, mangueira mal montada ou falha no aquecimento do circuito no frio. O ARLA cristaliza no dosador e a falha do SCR passa a ser permanente.
Sistema de emissões é caro de errar. Trocar sensor de NOx ou catalisador no chute custa muito dinheiro e muitas vezes não resolve, porque a origem estava na qualidade do ARLA, numa cristalização ou num vazamento pequeno.
A gente lê a central com o scanner da própria montadora, acompanha os parâmetros do circuito em tempo real e confere sensor por sensor até achar a origem. Você recebe a explicação do que está acontecendo antes de autorizar qualquer serviço.
Manda o modelo do caminhão e o que apareceu no painel. A gente já adianta muita coisa por lá.